Se houve Vida em Marte, nós vamos saber…

•28 28UTC Novembro 28UTC 2011 • Deixe um Comentário

Marte nunca viu nada como o Curiosity, o robô cientista que a NASA lançou às 15h02, numa viagem de 570 milhões de quilómetros. É o aparelho mais sofisticado alguma vez enviado para o planeta vermelho, com a missão de descobrir se alguma vez houve condições para a vida no vizinho da Terra.

“É verdadeiramente um robô excepcional, cuja capacidade ultrapassa largamento tudo já enviámos para outro planeta do sistema solar”, garantiu Colleen Hartman, directora adjunta das missões científicas da NASA. Agosto de 2012 é a data prevista para a sua chegada e será o primeiro aparelho de investigação enviado para Marte com uma missão relacionada com a busca de vida desde o programa Viking, nos anos 1970 – que teve resultados inconclusivos.

Mas, apesar disso, não vai procurar vida directamente. “Tudo o que sabemos sobre a vida e o que torna um ambiente habitável é específico da Terra”, disse a astrobióloga Pamela Conrad, do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA, responsável por esta missão da NASA. “As coisas em Marte terão sido uma função dos ingredientes iniciais que o planeta teve quando se formou, mas também dos processos que o afectaram.”

Por isso, o robô-cientista mais sofisticado que já alguma vez chegou à superfície do planeta de Marte vai procurar indícios indirectos de vida – sinais de que poderão ter existido condições para se desenvolverem seres vivos no quarto planeta a contar do Sol.

As experiências de SAM

Aparentemente, o Curiosity é igual ao Spirit e ao Opportunity, os robôs gémeos que chegaram ao planeta vermelho em 2004 – com uma missão de três meses que setransformou em sete anos de trabalho. Mas no Curiosity, que custou 2500 milhões de dólares (cerca de 1860 milhões de euros) e é a mais cara missão enviada a Marte, tudo é maior e mais ambicioso. Pesa 900 quilos e é do tamanho de um utilitário desportivo – aquilo a que os norte-americanos chamam um SUV.

Usa uma tecnologia superior à dos exploradores anteriores: por exemplo, as duas câmaras montadas no mastro que se ergue acima do corpo do “rover” funcionam como os seus olhos. Obterão imagens stereo de alta resolução e a cores, e sequências vídeo.

Este é o primeiro aparelho enviado para Marte que terá capacidade para perfurar – até cinco centímetros de profundidade – e recolher para análise amostras de pedras e solo. E consegue fazer algo que parece saído de um filme de ficção científica: dispara um laser até sete metros de distância e que é capaz de vaporizar rochas, para para determinar quais as moléculas de que são compostas.

As experiências feitas por um grupo de instrumentos conhecidos pela sigla SAM (a sigla em inglês de Análise de Amostras em Marte), que incluem um cromatógrafo de gás, um espectrómetro de massa e espectrómetro de laser, serão usados para tentar identificar compostos orgânicos – ou seja, moléculas com carbono. Esta será uma parte importante da sua missão.

“Não são sinais directos de vida”, disse John Grotzinger, líder da missão. Afinal, encontram-se moléculas orgânicas no espaço interestelar. “Podem existir sem haver vida, mas a vida tal como a conhecemos não pode existir sem elas, por isso a sua presença seria um importante factor para determinar a habitabilidade de Marte”, diz um comunicado de imprensa da NASA.

O Curiosity vai por isso procurar moléculas orgânicas e tentar perceber se serão de origem biológica ou não – podem vir em meteoritos, por exemplo -, medindo a relação entre diferentes isótopos de alguns elementos químicos. Isótopos são variantes com diferentes pesos atómicos de um elemento, como o carbono 12 e o carbono 13. Medir estes isótopos pode ajudar a esclarecer o mistério do metano em Marte.

Foram detectadas bolsas de metano em torno do equador, e este gás tem uma vida curta na atmosfera (cerca de um ano). Para ter uma presença duradoura, precisa de se ir renovando – e a sua origem é um mistério, embora a quantidade na atmosfera seja reduzida (10 partes por mil milhões, muito pouco se compararmos com as 1800 partes por mil milhões da Terra).

Vulcões activos não se conhecem. Fontes biológicas – vacas com aerofagia em Marte, bactérias que expelem metano? – também não. Mas as possibilidades, sejam elas geológicas ou biológicas, excitam os cientistas. Uma forma de começar a resolver o mistério será estudar a proporção de carbono 12 e carbono 13 em Marte, pois pelo menos na Terra os organismos que metabolizam metano preferem a forma mais leve de carbono. O Curiosity vai equipado para o estudar.

 

Veja o video da viagem do Rover Curiosity aquihttp://www.youtube.com/watch?v=P4boyXQuUIw

in Publico.pt (ver notícia aqui)

2005 YU55 | Um Asteróide entre a Terra e a Lua

•8 08UTC Novembro 08UTC 2011 • Deixe um Comentário

O asteróide 2005 YU55 vai rasar a Terra na próxima terça-feira à noite, às 23h28, dando uma oportunidade rara dos astrónomos poderem observar um destes corpos tão perto.

O YU55 mede 400 metros de diâmetro e foi descoberto em 2005. A rota do asteróide vai passar no ponto mais próximo da Terra, a apenas 325.000 quilómetros de distância, 0,85 da distância entre a Terra e a Lua. Os astrónomos que monitorizam a sua órbita garantem que não há qualquer risco de acertar nem na Terra, nem na Lua.

“Isto não é potencialmente perigoso, é apenas uma boa oportunidade para estudar um asteróide”, disse Thomas Statler, da Fundação Nacional de Ciência (FNC), Estados Unidos, citado pela AFP. A oportunidade é especial, desde 1976 que nenhum corpo passava tão perto da Terra e só em 2028 é que um fenómeno destes voltará a repetir-se.

Um asteróide com 400 metros seria capaz de causar uma devastação regional, mas em relação à órbita do YU55, um dos 1262 asteróides com mais de 150 metros de diâmetro que a NASA considera serem potencialmente perigosos, não haverá uma colisão pelo menos nos próximos 100 anos.

Segundo os modelos computacionais, o mais provável é que as rotas do planeta e do asteróide nunca colidam, mas a aproximação do objecto na noite de terça-feira, que vai ser observada por duas antenas de telescópios terrestres, irá dar mais informação sobre o futuro da sua trajectória.

(Clique na imagem para ver a trajectória do Asteróide)

Aliás, milhares de astrónomos de todo o mundo não vão perder a oportunidade de observar o fenómeno. “Não vai ser visível a olho nu. É necessário ter um telescópio com uma lente de pelo menos 15 centímetros para se ver algo”, disse Scott Fisher, director da divisão de Ciências Astronómicas da FNC, citado pela AFP. “Para tornar a observação ainda mais difícil, [o asteróide] vai mover-se muito rápido pelos céus.”

O YU55 faz uma rotação a cada 18 horas e é um asteróide do tipo C, ou seja, é rico em carbono. Terá um ar poroso e muito escuro. Segundo o que já foi observado, o asteróide está cheio de crateras.

in Publico.pt (ver notícia original aqui)

Chuva de Estrelas | Outubro | Dracónidas

•8 08UTC Outubro 08UTC 2011 • Deixe um Comentário

Durante o dia 7, 8 e 9 de Outubro, ocorre a chuva de estrelas Dracónidas.

A maior intensidade estima-se que aconteça entre as 17h e as 22h e poderá ser contemplado a olho nu por todo país, e resto da Europa.

Como todas as chuvas de estrelas, este fenómeno deve-se ao facto de haver a intercepção da órbita terrestre com o rasto deixado pelo cometa Giacobini-Zinner. Os fragmentos incandescentes aparecerão de noroeste, vindos da constelação de Dragão, à qual devem o nome de dracónidas.

O melhor momento de visibilidade estará dependente da hora a que a terra esteja a atravessar a zona onde se encontram mais detritos deixados pelo cometa, nessa altura, podem ser visíveis até dez meteoros por minuto. No entanto, será sempre dificultada pela luminosidade lua cheia e obviamente, pela luz existente no local de observação. Ainda assim, resta sempre a possibilidade de se assistir ao espectáculo longe das grandes cidades, onde a poluição luminosa é menor.

O Cometa Giacobini-Zinner foi descoberto em 1900. Na sua aparição em 1946 passou a apenas 0,26 UA da Terra. Um fato interessante deste cometa é que seu brilho não é constante e apresenta súbitos aumentos na sua luminosidade. Na sua aparição de 1959 ocorreram tres aumentos de brilho. Este cometa ficou famoso pois é um dos poucos que pode produzir, se as condições forem favoráveis, chuvas de meteoros espectaculares.

A ele estão associadas as chuvas Draconidis, Draconidis de Outubro e Giacobinidis. Essas chuvas quase sempre são muito fracas entretanto, as dos anos 1933 e 1946 produziram vários milhares de meteoros no intervalo de no máximo uma hora. Em 1998 o cometa passou o mais próximo do Sol, a 1,034 UA. Nesse ano a chuva de meteoros Draconidis, reapareceu sendo vistos cerca de 100 neteoros por hora a olho nú e 500 por hora através de observações de radar.

Este fenómeno não é raro, pelo contrário…  As chuvas de estrelas acontecem ao longo de todo ano, no entanto, como a terra ao descrever a sua orbita à volta do sol vai percorrendo regiões do espaço diferentes, quando intersecta os detritos deixados pelos vários cometas dá origem a mais uma chuva de estrelas. Os nomes das chuvas de estrelas devem-se à região do céu de onde parecem surgir os raios luminosos (Radiante).

Segundo a agência Lusa, este acontecimento trará, à Europa, investigadores de todo o mundo, interessados em estudar, sobretudo, danos que os detritos possam causar nos satélites.

Saiba mais em: http://aia2009.wordpress.com/2009/01/21/chuva-de-estrelas-meteoros/

Satélite vai cair na Terra entre quinta e sábado

•20 20UTC Setembro 20UTC 2011 • Deixe um Comentário

Um satélite da NASA vai cair na Terra entre quinta-feira e sábado. O aviso vem da Agência Espacial Norte Americana que está a monitorizar diariamente a aproximação da máquina não comandada de nome UARS, e ainda não sabe em que região do mundo vai cair. A probabilidade de alguém ser atingido e morrer devido à queda do UARS é de um em 3200, menor que 0,05 por cento.

O UARS, acrónimo para Upper Atmosphere Research Sattelite (Satélite de Investigação da Atmosfera Superior), pesa 5668 quilos e a NASA estima que há 26 peças que vão sobreviver à entrada na atmosfera que ao todo pesam 532 quilos. A peça mais pesada terá 158,3 quilos.

Os cientistas sabem que, devido à orbita onde o satélite se encontra, irá atingir uma região da Terra entre a latitude 57º Norte e 57º Sul, ou seja, todas as regiões habitadas do globo excepto o território a norte da latitude da Dinamarca. As 26 peças não vão cair todas na mesma região, a desintegração do satélite vai fazer com que elas se espalhem ao longo de 800 quilómetros.

Todos os dias a NASA vai actualizando a informação sobre a descida do satélite, a velocidade e o dia em que ele vai cair. Para já está previsto que seja a 23 de Setembro, na próxima sexta-feira, com um intervalo de mais ou menos um dia.

A NASA refere que desde o início da era espacial que máquinas maiores não comandadas já caíram na Terra e até agora não há registo de ninguém ferido ou morto por elas. Hoje, várias agências espaciais do mundo procuram construir satélites que reduzam o risco de vida humana durante a queda na Terra para um em 10.000.

O UARS foi lançado em 1991 para uma altitude de cerca de 575 quilómetros, onde esteve a medir a química da parte superior da atmosfera, e manteve as suas funções científicas até 2005. No final desse ano foi enviado para uma órbita mais inferior de cerca de 360 quilómetros de modo a acelerar a sua reentrada na Terra e evitar que se mantivesse muito tempo no espaço onde poderia colidir com outros satélites e multiplicar os pedaços de lixo espacial.

A NASA avisa ainda num comunicado para “não mexer, se encontrar algo que possa pensar ser uma peça do UARS” e para entrar em contacto com as autoridades locais e pedir ajuda.

in Publico.pt (ver notícia original aqui)

Trilhos na Lua com quase 40 anos…

•7 07UTC Setembro 07UTC 2011 • Deixe um Comentário

A NASA acaba de divulgar novas imagens dos locais de alunagem das missões Apolo 12, 14 e 17, obtidas a partir do espaço pela sonda Lunar Reconaissance Orbiter. É possível até reconhecer o trilho deixado pelos astronautas da Apolo 17 no fino solo lunar, em 1972, a última missão tripulada ao satélite natural da Terra.

O trilho do carrinho lunar, onde durante a missão de três dias no Vale Taurus-Littrow viajaram os astronautas Jack Schmitt – o primeiro e último geólogo a visitar a Lua – e o comandante Eugene Cernan é também visível nestas imagens, que mostram os instrumentos científicos deixados no satélite rochoso.

“Podemos traçar os passos dos astronautas com uma maior clareza e até ver onde apanharam amostras”, disse Noah Petro, um geólogo lunar do Centro Goddard da NASA, numa conferência de imprensa em que foram apresentadas as novas imagens.

Podem ver-se também o equipamento deixado na Lua pela Apolo 12 e a Apolo 14 e os passos dos astronautas Alan Shepard e Edgar Mitchell, da Apolo 14 (no seu segundo passeio lunar, Shepard deu duas tacadas numas bolas de golfe que levou de propósito, para aproveitar a reduzida gravidade da Lua).

O que possibilitou obter estas imagens com grande definição foi a nova câmara de ângulo estreito e de baixa altitude da Lunar Reconaissance Orbiter. “Um bom exemplo disso é a nitidez das marcas deixadas pelo veículo lunar da Apolo 17.

Nas imagens que tínhamos até agora, eram visíveis, mas agora são mesmo linhas paralelas na superfície da Lua”, comentou Mark Robinson, da Universidade Estadual do Arizona e investigador principal deste equipamento da sonda, citado num comunicado da NASA.  A sonda, em órbita da Lua, desceu até uma altitude de apenas 21 quilómetros acima da superfície para obter estas imagens.

 

 

in Publico.pt (ver noticia original aquihttp://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/novas-imagens-mostram-ate-os-trilhos-dos-astronautas-da-apolo-17-na-lua_1510713)

XXI Encontro Nacional de Astronomia e Astrofísica – ENAA

•7 07UTC Setembro 07UTC 2011 • Deixe um Comentário

Começa hoje o Encontro Nacional de Astronomia e Astrofísica.
É já a 21ª edição deste encontro e este anos realiza-se em Coimbra.

Pode encontrar aqui o programa do encontro: http://www.uc.pt/congressos/xxienaa/xxienaa_final_schedule

“O Encontro Nacional de Astronomia e Astrofísica – ENAA – reúne anualmente a comunidade de investigadores de Astronomia e Astrofísica das instituições portuguesas e das instituições internacionais das quais Portugal faz parte, assim como os investigadores portugueses no estrangeiro que mantêm cooperação com instituições nacionais. Estes encontros têm como objetivo promover a apresentação dos trabalhos de investigação nas diversas áreas da Astronomia e Astrofísica, incentivar novas colaborações, e fomentar o debate de temas relevantes para a comunidade, tais como: a sua estabilidade e orientações para o futuro, participação de Portugal em organismos internacionais – nomeadamente o ESO e a ESA –, formação e acções de divulgação da Astronomia e Astrofísica junto do grande público e nas escolas.”

Site do encontro: http://www.uc.pt/congressos/xxienaa

Meteoritos vêm de asteróides rochosos mais próximos

•26 26UTC Agosto 26UTC 2011 • Deixe um Comentário

Amostras do asteróide Itokawa trazidas para a Terra revelam a novidade

Há muito que os astrónomos suspeitavam que a origem da maioria dos meteoritos que caem na Terra estava nos asteróides. Mas, observadas cá de baixo, as assinaturas físico-químicas desses corpos rochosos que povoam o sistema solar não condiziam com as dos meteoritos. A única maneira era ir lá buscar uma amostra para tirar teimas e foi o que a missão japonesa Hayabusa fez, no asteróide Itokawa, regressando à Terra, no ano passado, com uma mão-cheia de pedacinhos intactos.

E o enigma está resolvido: os condritos, a maioria dos meteoritos que caem na superfície terrestre, vêm mesmo dos asteróides, sobretudo dos mais próximos da Terra, designados de tipo S. Os primeiros estudos das amostras do Itokawa são publicados hoje na Science.

notícia original aqui: www.dn.pt

O eco da chuva de meteoros | Perseidas 2011

•25 25UTC Agosto 25UTC 2011 • Deixe um Comentário

Um radar de vigilância espacial localizado no Texas capturou os sons dos meteoros conforme eles entravam na atmosfera da Terra.

Este radar de vigilância da Força Aérea Norte-Americana localizado no estado do Texas conseguiu gravar o áudio de uma chuva de meteoros que ocorreu no passado dia 12 de Agosto.

Segundo o site Space.com, a chuva dos meteoros (Perseidas) representou um verdadeiro espetáculo, e nem mesmo a presença da lua cheia conseguiu interferir na observação deste fenómeno.

Além de reproduzir os ecos capturados durante o fenómeno, o vídeo publicado pelo site no YouTube incluiu fotografias capturadas pelo astronauta Ron Garan, da Estação Espacial Internacional.

Segundo a NASA, a chuva de meteoros das Perseidas é um fenómeno que já é observado por pelo menos à 2 mil anos.

Fenómeno surpreendente

Os meteoros tratam-se de pedaços do cometa Swift-Tuttle, cuja órbita ao redor do Sol demora 133 anos. O nome Perseidas é devido ao ponto de observação do fenómeno, que parece surgir da constelação de Perseu.

Todo o mês de Agosto a Terra passa pela nuvem de detritos do cometa, e pequenas partes dele são queimadas pela atmosfera do planeta. Estes detritos, chegam a atingir velocidades superiores a 214 mil quilômetros por hora. Durante o período do pico do fenómeno, foram observados 20 meteoros entrando no planeta a cada hora.

A Lua é mais nova do que se pensava!

•18 18UTC Agosto 18UTC 2011 • Deixe um Comentário

A Lua tem 4,36 mil milhões de anos, menos 200 milhões do que os cientistas pensavam, concluiu uma análise de rocha lunar que será divulgada na próxima edição impressa da revista científica Nature.

“A Lua não é tão antiga quanto pensávamos”, disse Lars Borg, geoquímico do Laboratório Nacional Lawrence Livermore.

O cálculo resulta de uma nova datação de isótopos de chumbo e de neodímio encontrados numa amostra de anortosito, a mais antiga rocha da crosta lunar.

De acordo com Borg, isto significa que há duas possibilidades: ou a lua é 200 milhões de anos mais nova ou temos de aceitar que a teoria do oceano de rocha derretida está errado.

Borgs reconhece que embora algumas rochas lunares tenham sido datadas em 4,6 bilhões de anos, estas conclusões podem estar erradas por causa das fracas técnicas de datação usadas no passado.

“A idade extraordinariamente jovem desta amostra significa que a Lua solidificou-se significativamente mais tarde do que até agora se pensava ou que devemos rever completamente a nossa compreensão da história geológica da Lua”, salientou, citado pela agência noticiosa francesa AFP, Richard Carlson, do Instituto Carnegie para a Ciência, em Washington.

De acordo com os cientistas, se a datação da amostra lunar estiver correcta, tal significa que as crostas terrestre e lunar mais antigas formaram-se aproximadamente ao mesmo tempo, pouco depois de um impacto gigante.

Uma das principais teorias da formação da Lua defende que esta foi gerada na sequência de um impacto de um objecto do tamanho de um pequeno planeta contra a Terra.

 

Mas há Astrónomos que discordam deste novo estudo

Porém, outros astrónomos discordam das conclusões do novo estudo. Eles acreditam que a Lua não é passível de truques para definir a idade e por isso, acreditam que ela tenha mesmo 4,6 bilhões de anos, como suspeitavam já há muito tempo.

Outros cientistas que não participaram do estudo afirmam que Borg fez um bom trabalho referente à datação da pedra lunar trazida pelo Apollo 16, mas que deve ter feito conclusões equivocadas em relação a idade da Lua e sua origem. Eles afirmam que é possível que a rocha seja oriunda de um pequeno oceano de rocha derretida ou que tenha sido criada quando a Lua foi bombardeada por detritos espaciais, que eram muito mais comuns há poucos bilhões de anos.

A conclusão de Borg “é um pouco fantasiosa para o meu gosto”, disse Erik Asphaug, da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, que publicou recentemente a teoria de que a Terra tinha uma segunda Lua que teria se chocado com a maior.

A astrónoma Maria Zuber, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) chamou o estudo da Nature de “muito intrigante”.

Noite de Chuva de Estrelas | Perseidas 2011

•12 12UTC Agosto 12UTC 2011 • Deixe um Comentário

Todos os anos, a noite de 12 de Agosto, é sempre uma noite muito aguardada pelos astrónomos e curiosos devido à chuva de estrelas que tem nesta noite o seu pico de actividade. A esta chuva de estrelas que ocorre nesta altura do ano, chamamos perseidas.


Este ano, apesar de já termos observado noutras noites algumas entradas na atmosfera de partículas já grandinhas, que provocaram clarões de luz e alguma satisfação entre os observadores, temos a “infeliz coincidência” de ser uma noite de Lua Cheia.

Devido à enorme quantidade de luz que estará no céu reflectida pela Lua, será mais difícil vislumbrar tantas estrelas cadentes quanto aquelas que gostaríamos.
Click na imagem para ver em tamanho grandeMesmo assim, vai valer bem a pena passar alguns minutos a olhar para o céu, e de preferência virados entre o Norte e o Nascente (Oeste).

Para saber mais sobre as Perseidas, consulte o link: http://aia2009.wordpress.com/2009/08/12/chuva-de-estrelas-perseidas/

Para saber mais sobre as Meteoros, consulte o link: http://aia2009.wordpress.com/2009/01/21/chuva-de-estrelas-meteoros/

Poderá consultar ainda os seguintes sites:

http://www.shadowandsubstance.com/

http://www.universetoday.com/88099/how-to-enjoy-the-2011-perseid-meteor-shower/

http://www.universetoday.com/88094/the-perseids-why-is-there-a-meteor-shower/

http://www.fisua.pt.vu

Videos:

 
Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.