99942 Apophis e o fim do mundo…
Os Astrónomos mundiais, começam agora a preocupar-se com uma ameaça que ainda não se sabe ser real.Contudo, os mais pessimistas e apoiantes do impactismo, iniciam a sua propaganda de atemorização e pânico à volta deste asteróide que pretende visitar o nosso planeta.
Ainda será sedo para entrar em pânico e fazer as malas, contudo, convêm ficarmos atentos. Espero que o dia 13 de Abril de 2036, que por acaso não é sexta-feira, seja apenas um bom dia para montar o telescópio e tirar umas fotos bonitas a este astro errante.
Fica abaixo uma breve descrição do Apophis, retirada e adaptada da Wiki, e o link da NASA onde se fala dele e dos seus mais prováveis destinos.
O temível 99942 Apophis, previamente catalogado como 2004 MN4, é um asteróide que foi descoberto em Junho de 2004, quando também se notou a possibilidade de uma rota de colisão com a Terra em 2036.
Apesar do nome ter origem grega, representa um antigo Deus Egípcio, Apep (O Destruidor).
O asteróide Apophis faz parte de um grupo de asteróides chamados de classe Apollo, que tem um eixo orbital inferior a uma unidade astronómica (UA) em relação à Terra (UA – distância da Terra ao Sol).
Foi observado pela primeira vez em 19 de Junho de 2004 pelos astrónomos Roy Tucker, David Tholen e Fabrizio Bernardi do Centro de Controle de Asteróides, fundado pela NASA na Universidade do Havaí e redescoberto em Dezembro daquele ano pelo astrónomo Gordon Garradd, da Austrália.
Estas observações do asteróide, então ainda catalogado como 2004 MN4, levaram às afirmações de que a órbita seguida por este no espaço, levaria a um impacto directo com a Terra no ano de 2029.
Cálculos matemáticos mais refinados feitos nos meses seguintes acabaram por eliminar a possibilidade de uma colisão nesta época, mas mantiveram a previsão de que o asteróide passará pela Terra a pequena distância, numa fenda de ressonância gravitacional com cerca de 400m de largura, que o trará novamente ao planeta em 2036, com alguma possibilidade de impacto directo, (1/43.000 em princípio, já rebaixada a até 1/37 por alguns cientistas, o que o colocaria no nível 1 da Escala de Risco de Impacto de Turim. Porém, de acordo com o website da NASA, a sua classificação de risco no momento é 0).
Apophis está numa órbita que completa uma volta em torno do Sol a cada 323 dias terrestres e o coloca duas vezes em cruzamento com a nossa órbita a cada volta completa ao Sol.
Baseado em estudos sobre o brilho do asteróide no vácuo, os astrónomos calcularam que o seu tamanho estará entre 320m e 415 m, e no caso de colisão, o cálculo de sua massa, velocidade, composição e ângulo de entrada na atmosfera seriam suficientes para provocar uma explosão equivalente a 880 megatons de TNT num impacto directo, o que representa 114.000 vezes a energia desprendida pela bomba atómica de Hiroshima e sete vezes mais energia que a desprendida pela explosão do vulcão Krakatoa, na Indonésia, em 1883, capaz de volatilizar completamente uma extensão de terra do tamanho da ilha de Chipre e causar efeitos colaterais na geografia, no clima e no meio ambiente em 35% do nosso planeta.
Os últimos estudos astronómicos indicam o dia 13 de Abril de 2036 como o da maior aproximação de Aphopis da Terra, numa distância de passagem de 35.000 km da superfície do planeta, menor que a de alguns satélites geofísicos artificiais em órbita, mas como existem diversos estudos ainda divergentes, não se pode afirmar com absoluta certeza qual será realmente a distância de sua aproximação, nem eliminar completamente uma possibilidade de impacto. No momento actual, projecções mais precisas continuam a ser feitas e anunciadas regularmente e o Aphopis é hoje o corpo celeste mais vigiado no espaço pela comunidade científica.
Em 2005, o ex-astronauta Russell Schweickart, tripulante da missão Apollo 15, que hoje dirige a Fundação B612 de estudos astronómicos, pediu em audiência ao congresso americano que fosse autorizada uma liberação de fundos para o envio de uma sonda ao asteróide, no intuito de depositar nele um rádio emissor, de modo que os astrónomos pudessem controlar sua posição correcta e seus ângulos exactos de órbita em torno do Sol e da Terra até 2070.
A preocupação de Schweickart e da comunidade de astrofísicos é a de que, quando da primeira passagem pelo planeta em 2029, ocorra uma mudança angular na órbita do asteróide, colocando-o numa posição mais favorável a uma colisão na passagem de 2036.
Apesar da possibilidade de impacto com a Terra não ser significativa, a Planetary Society está a oferecer um prémio de US$ 50.000 para quem apresentar o melhor plano para colocar um aparelho de vigia no asteróide ou próximo a este.

Posso apenas desejar com muita esperança, que os efeitos da passagem de Apophis sejam minimos para nosso planeta.
Acredito que os efeitos do Apophis não sejam significativos para a Terra e que a colisão não venha mesmo a ocorrer…
Mas quando não sabemos muito sobre o tema e/ou não temos meios de previsão, estas opiniões transformam-se apenas em desejos ou uma questão de fé. 🙂
Apophis! Boa viagem… sim!?
Beem, eu sinceramente espero que o Apophis passe pertinho da Terra para que possamos ter um lindo espetaculo para observar, acredito que sua rota possa mudar e ele possa vir a colidir conosco, mas vamos ter fé e apressiar esse lindo corpo celeste!
Como se vê, a preocupação maior é justamente na passagem do asteróide por nós em 2029 e a provável mudança angular na órbita desse bólido, favorecendo um impacto direto em 2036.
Que os cálculos da trajetória do Apophis após 2029 nos dêem a notícia de que não haverá nenhuma possibilidade de impacto.