Chuva de Estrelas | Perseidas
Como não podia deixar de ser, o post de hoje é dedicado à chuva de estrelas denominadas de “perseidas” e que tem o seu pico máximo de actividade durante a noite passada e a noite de hoje . No entanto, já não é a primeira vez que falo deste assunto neste blog.
Podem consultar também o meu post do dia 21 de Janeiro, aqui.
As Perseidas ou Perséiades é uma chuva de meteoros associada ao cometa Swift-Tuttle.
São assim denominadas devido ao ponto do céu de onde parecem vir, o radiante (1), e que está alinhado no céu com a constelação de Perseu.
As chuvas de meteoros, vulgarmente conhecidas por “chuva de estrelas” ocorrem quando a Terra atravessa um rasto de pequenos meteoros, semelhantes a graus de areia que fica no espaço. Neste caso o rasto é denominado de nuvem Perseida e estende-se ao longo da órbita do cometa Swift-Tuttle. A nuvem consiste em partículas ejectadas pelo cometa durante a sua passagem pela orbita da Terra na sua aproximação ao Sol.
A maior parte do material presente na nuvem actualmente, tem aproximadamente 1.000 anos. No entanto, existe um filamento relativamente recente de poeiras neste rasto proveniente da passagem do cometa em 1862.

A famosa chuva de estrelas das Perseidas tem sido observada ao longo dos últimos 2.000 anos, com a primeira descrição conhecida deste fenómeno a ser efectuada no Extremo Oriente. Na Europa recém cristianizada, as Perseidas tornaram-se conhecidas como Lágrimas de São Lourenço.
Observação
O fenómeno é visível anualmente a partir de meados de Julho, registando-se a maior actividade entre os dias 8 e 14 de Agosto, ocorrendo o seu pico por volta do dia 12. Durante o pico, a taxa de estrelas cadentes pode ultrapassar as 60 por hora.
Podem ser observadas ao longo de todo o plano celeste, mas devido à trajectória da órbita do cometa Swift-Tuttle, são observáveis essencialmente no Hemisfério Norte.
De forma a viver esta experiência ao máximo, a chuva deverá ser observada numa noite limpa e sem lua, a partir de um ponto afastado das grandes concentrações urbanas, onde o céu não se encontre afectado pela poluição luminosa. As Perseidas possuem um pico relativamente grande, pelo que o fenómeno pode ser observado ao longo de várias noites. Em qualquer uma destas, a actividade começa lentamente ao anoitecer, aumentando subitamente por volta das 23h, quando o radiante atinge uma posição celeste relativamente elevada. A taxa de meteoros aumenta de forma contínua ao longo da noite, atingindo o pico pouco antes do amanhecer, aproximadamente 1h30 a 2h antes do nascer do sol.
(1) O radiante de uma chuva de meteoros é um ponto no céu de onde (para um observador) os meteoros parecem ser originarios. A nominação de uma chuva e meteoros pode estar associada à localização do radiante no céu. As Perseidas, por exemplo, têm seu radiante localizado na constelação de Perseus.
Um observador pode ver os meteoros em qualquer posição no céu, mas a direcção de movimento, se for devidamente rastreada, notamos que apontará para o radiante. Um meteoro que não aponta para o radiante de qualquer chuva de meteoros conhecida é conhecido como esporádico e não é considerado como componente de uma chuva.
A localização do radiante é um factor importante para a observação. Se o radiante está próximo ao horizonte, poucos ou nenhum meteoro deve ser visto.
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