Chuva de Estrelas | Perseidas

chuva_estrelasComo não podia deixar de ser, o post de hoje é dedicado à chuva de estrelas denominadas de “perseidas” e que tem o seu pico máximo de actividade durante a noite passada e a noite de hoje . No entanto, já não é a primeira vez que falo deste assunto neste blog.

Podem consultar também o meu post do dia 21 de Janeiro, aqui.

As Perseidas ou Perséiades é uma chuva de meteoros associada ao cometa Swift-Tuttle.

São assim denominadas devido ao ponto do céu de onde parecem vir, o radiante (1), e que está alinhado no céu com a constelação de Perseu.

perseidas_agosto2009As chuvas de meteoros, vulgarmente conhecidas por “chuva de estrelas” ocorrem quando a Terra atravessa um rasto de pequenos meteoros, semelhantes a graus de areia que fica no espaço. Neste caso o rasto é denominado de nuvem Perseida e estende-se ao longo da órbita do cometa Swift-Tuttle. A nuvem consiste em partículas ejectadas pelo cometa durante a sua passagem pela orbita da Terra na sua aproximação ao Sol.

A maior parte do material presente na nuvem actualmente, tem aproximadamente 1.000 anos. No entanto, existe um filamento relativamente recente de poeiras neste rasto proveniente da passagem do cometa em 1862.

swift_tuttle_path_020806_02

A famosa chuva de estrelas das Perseidas tem sido observada ao longo dos últimos 2.000 anos, com a primeira descrição conhecida deste fenómeno a ser efectuada no Extremo Oriente. Na Europa recém cristianizada, as Perseidas tornaram-se conhecidas como Lágrimas de São Lourenço.

Observação

O fenómeno é visível anualmente a partir de meados de Julho, registando-se a maior actividade entre os dias 8 e 14 de Agosto, ocorrendo o seu pico por volta do dia 12. Durante o pico, a taxa de estrelas cadentes pode ultrapassar as 60 por hora.

Podem ser observadas ao longo de todo o plano celeste, mas devido à trajectória da órbita do cometa Swift-Tuttle, são observáveis essencialmente no Hemisfério Norte.

PerseidRadiant_11pm

De forma a viver esta experiência ao máximo, a chuva deverá ser observada numa noite limpa e sem lua, a partir de um ponto afastado das grandes concentrações urbanas, onde o céu não se encontre afectado pela poluição luminosa. As Perseidas possuem um pico relativamente grande, pelo que o fenómeno pode ser observado ao longo de várias noites. Em qualquer uma destas, a actividade começa lentamente ao anoitecer, aumentando subitamente por volta das 23h, quando o radiante atinge uma posição celeste relativamente elevada. A taxa de meteoros aumenta de forma contínua ao longo da noite, atingindo o pico pouco antes do amanhecer, aproximadamente 1h30 a 2h antes do nascer do sol.

(1) O radiante de uma chuva de meteoros é um ponto no céu de onde (para um observador) os meteoros parecem ser originarios. A nominação de uma chuva e meteoros pode estar associada à localização do radiante no céu. As Perseidas, por exemplo, têm seu radiante localizado na constelação de Perseus.

Um observador pode ver os meteoros em qualquer posição no céu, mas a direcção de movimento, se for devidamente rastreada, notamos que apontará para o radiante. Um meteoro que não aponta para o radiante de qualquer chuva de meteoros conhecida é conhecido como esporádico e não é considerado como componente de uma chuva.

A localização do radiante é um factor importante para a observação. Se o radiante está próximo ao horizonte, poucos ou nenhum meteoro deve ser visto.

Link’s:

~ por aia2009 em 12 de Agosto de 2009.

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