Descobertos 3 Saturnos e 2 Júpiteres

Uma equipa de astrónomos liderada por Xavier Dumusque da Universidade de Genebra, e que inclui o português Nuno Santos, publicou um artigo onde dá conta da descoberta de 5 novos planetas em torno de 4 estrelas de tipo solar: HD7199, HD7449, HD137388 e HD204941. Os dados relativos às estrelas hospedeiras podem ser vistos no quadro seguinte extraído do artigo e editado por forma a fazer sobressair, respectivamente, o tipo espectral das estrelas, a sua distância em parsecs (1 parsec = 3.26 anos-luz), o raio e a massa em unidades solares e a idade.

(Crédito: Dumusque et al.)

O quadro seguinte, também extraído do artigo, mostra a informação relativa aos planetas com destaque para, respectivamente, o período orbital, a massa (mínima) relativamente a Júpiter e o semi-eixo maior da órbita em unidades astronómicas.

(Crédito: Dumusque et al.)

De notar que três dos planetas têm massas semelhantes à de Saturno (0.3MJup, 95MTerra) e muito superior à de Neptuno (0.05MJup, 17MTerra). Os outros dois planetas, HD7449b e c, pertencem ao mesmo sistema e têm pelo menos 1 e 2 vezes a massa de Júpiter, respectivamente. Trata-se também de planetas com períodos longos, desde 330 dias (HD137388b) até 4046 dias (HD7449c). A órbita deste último planeta é ainda provisória como se pode observar pelo erro no seu período orbital pelo que os autores foram cautelosos e anunciaram apenas a descoberta de 4 planetas no artigo. Outra característica interessante destes planetas é a elevada excentricidade das suas órbitas (são elipses alongadas), como podem ver na figura seguinte. As órbitas da Terra, Marte, Júpiter e Saturno aparecem a cinza claro.

Normalmente os programas de detecção de planetas pela velocidade radial seguem “estrelas calmas”, com pouca actividade fotosférica. A actividade estelar, devida a manchas estelares, convecção superficial ou oscilações sismícas, introduz variações na velocidade radial (“ruído”) que pode facilmente mascarar variações devidas a um planeta. As estrelas em questão neste artigo são activas e portanto complicadas de observar. No entanto, Dumusque e os colegas determinaram que elas têm ciclos de actividade magnética semelhantes ao do Sol e que esta actividade está correlacionada de forma precisa com o “ruído” na velocidade radial. Desta forma foi corrigir as medições da velocidade radial da estrela por forma a minimizar o “ruído” devido à sua actividade, permitindo a detecção de sinais subtis devidos a planetas que de outra forma não seriam observados. Esta técnica é potencialmente poderosa pois poderá permitir a inclusão de estrelas mais activas nos actuais programas de observação ou a detecção de planetas de menos maciços mesmo em estrelas pouco activas.

Podem ver o artigo aqui.

Notícia de Luís Lopes retirada de AstroPT.

~ por aia2009 em 10 de Agosto de 2011.

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