Tempestade Solar | Março 2012

Uma enorme nuvem de partículas electromagnéticas proveniente do Sol foi libertada no dia 7 de Março e chego ontem à Terra. Estas tempestades podem perturbar o funcionamento normal de comunicações via satélite, sistemas GPS e redes de distribuição de electricidade. Alguns voos comerciais foram mesmo ser condicionados, adiados ou usaram rotas alteradas.

As partículas carregadas que chegaram ao nosso planeta, foram expelidas pelo Sol no início desta semana, à velocidade de 7,2 milhões de quilómetros por hora, devido a uma tempestade solar que, de acordo com um responsável da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) ouvido pela agência britânica Reuters, será a mais forte dos últimos seis anos, mais forte ainda que a tempestade ocorrida e noticiada em finais de Janeiro deste ano.

“É provavelmente o maior evento do género em seis anos e talvez seja mais intenso do que a tempestade semelhante ocorrida no fim de Janeiro”, afirmou Joseph Kunches, especialista da NOAA, em declarações à Reuters. A NOAA é uma agência estatal norte-americana que faz parte do Departamento de Comércio e que se ocupa dos temas relacionados com a atmosfera e os oceanos, emitindo informação sobre meteorologia, mares e recursos costeiros, por exemplo.

O impacto da tempestade, que teve início na terça-feira, teve o pico ontem durante a tarde, embora o mesmo especialista da NOAA refira que um acontecimento desta natureza pode ser definido por três fases separadas: uma primeira, constituída por raios solares que viajam quase à velocidade da luz e que já chegaram à Terra na terça-feira, podendo ter provocado quebras nas comunicações via rádio; um segundo momento, constituído pela chegada de radiação solar ao campo magnético da Terra, que pode ter tido impacto na aviação, sobretudo nas trajectórias mais perto dos pólos (esta fase pode durar dias); e finalmente a terceira fase, que se nota desde ontem, que se explica pela chegada à Terra da massa carregada de partículas e ejectada pelo Sol e que é, no fundamental, um grande bocado da atmosfera deste astro.

Outro responsável da NOAA, Doug Biesiecker, disse à Reuters que não são de esperar alterações no funcionamento de sistemas GPS utilizados para funções menos refinadas, como aqueles que são usados por condutores.

A nuvem electromagnética poderá chegar um pouco antes do tempo devido ao facto de ela seguir o mesmo caminho da que foi expelida anteriormente. “Quando já houve uma coroa de massa ejectada, por vezes isso acelera a viagem da nuvem seguinte”, refere Kunches, acrescentando que estas tempestades podem dar origem a auroras vívidas. No hemisfério Norte, as auroras boreais poderão ser visíveis a latitudes médias.

A origem destas tempestades são manchas solares enormes, regiões que podem ser maiores do que a Terra. A frequência das tempestades solares tem vindo a aumentar, dado que o Sol se encontra na fase ascendente do seu ciclo de actividade, que é de 11 anos. O pico dessa actividade é esperado para 2013.

 

~ por aia2009 em 9 de Março de 2012.

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