Planeta com mais água que na Terra!

•24 de Fevereiro de 2012 • Deixe um Comentário

Telescópio Hubble descobre nova classe de planetas com mais água que a Terra.

Astrónomos confirmaram a existência de um planeta diferente de todos os conhecidos até agora e que terá mais água que a Terra. O GJ1214b, a 40 anos-luz do nosso planeta, foi descoberto pelo telescópio espacial Hubble.

O GJ1214b, mais pequeno que Urano e maior que a Terra, é descrito como um “mundo de água” distante, envolvido numa espessa atmosfera de vapor de água, segundo um estudo que foi aceite para publicação na revista Astrophysical Journal.

“Uma grande quantidade da sua massa é feita de água”, disse em comunicado o astrónomo Zachory Berta, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, que coordenou a equipa internacional de investigadores. “O GJ1214b é diferente de todos os planetas que conhecemos.”

O GJ1214b, a 40 anos-luz da Terra, foi descoberto em 2009 por uma equipa liderada por David Charbonneau que trabalhou com uma série de oito telescópios, no estado norte-americano do Arizona. No ano seguinte, uma outra equipa de cientistas, coordenada por Jacob Bean, tinha descoberto que a atmosfera do planeta poderia ser composta maioritariamente por água.

Agora os investigadores conseguiram confirmar detalhes sobre a atmosfera deste planeta, através da observação de imagens conseguidas pelo telescópio espacial Hubble. De acordo com a NASA, o GJ1214b tem 2,7 vezes o diâmetro da Terra e uma massa quase sete vezes maior. O planeta completa uma órbita em volta de uma estrela anã vermelha a cada 38 horas, a uma distância de dois milhões de quilómetros. Os cientistas estimam que a temperatura à sua superfície seja de 230º C.

Como a massa e o tamanho do planeta são conhecidos, os cientistas podem calcular sua densidade: apenas dois gramas por centímetro cúbico. A água, por exemplo, tem densidade de um grama por centímetro cúbico, enquanto a densidade média da Terra é de 5,5. Isso sugere que o GJ1214b tem muito mais água que a Terra e muito menos rocha. Por isso, a estrutura interna do planeta seria “extraordinariamente diferente” em relação à Terra. “As elevadas temperaturas e as elevadas pressões podem formar materiais exóticos como ‘gelo quente’ e ‘água superfluída’, substâncias que são completamente estranhas à nossa experiência do dia-a-dia”, comentou Zachory Berta.

Os teóricos acreditam que o GJ1214b se começou a formar longe da sua estrela, onde o gelo era abundante, e que depois se aproximou, passando pela zona onde as temperaturas à superfície seriam semelhantes às da Terra. Os cientistas não sabem dizer quanto tempo ele teria ficado nesta posição.

Este planeta é um forte candidato para ser objecto de estudo do telescópio espacial James Webb, que deverá ser lançado em 2018.

in publico.pt (ver notícia aqui)

Vega lançado com sucesso

•13 de Fevereiro de 2012 • Deixe um Comentário

O foguetão europeu Vega foi lançado com sucesso nesta segunda-feira de manhã, às 10 horas (hora de Lisboa), a partir da base espacial de Kourou, na Guiana Francesa, e colocou nove satélites em órbita. O novo modelo completa a família de foguetões europeus junto com o Ariane 5 e com o Soyuz russo.

O Vega foi desenhado para carregar para o espaço satélites pequenos que a Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês). O foguetão de 30 metros foi desenhado para levar várias cargas com um peso total entre os 300 quilos e 2,5 toneladas a órbitas que fiquem entre os 300 e os 1500 quilómetros de altitude.

“Um novo membro da família dos foguetões nasceu”, disse Jean-Jacques Dordain, director geral da ESA, onde estão representados 19 países. “Temos o Ariane, o Soyuz e o Vega, uma bela família”, disse, dando depois os parabéns à Itália, que foram os grandes responsáveis pelo projecto. “Fatto!”, disse, o que em italiano significa “Feito!”. O lançamento durou 81 minutos, tempo suficiente para testar a máquina e colocar os vários satélites a girar à volta da Terra.

À Europa, faltava um foguetão que levasse as cargas menos pesadas. O Ariane 5 consegue carregar um peso total de 20 toneladas e o foguetão russo Soyuz é capaz de levar um peso intermédio.

“Vega vai ser extremamente importante para o Arianespace porque em poucos anos vai ser o único foguetão no mercado com a sua capacidade”, disse Jean-Yves Le Gall, responsável pela Arianespace, a empresa que comercializa as naves da ESA.

O foguetão, que tem o nome da segunda estrela mais brilhante do Hemisfério Norte, custou 776 milhões de euros, 60% do financiamento foi coberto pela Itália. É fino e leve, e para colocar os satélites no espaço foi desenhado com quatro compartimentos diferentes para o combustível. Três têm combustível sólido, que se vão libertando durante a subida à medida que são gastos. O quarto tem um fornecimento de combustível líquido, o que permite ao veículo chegar à órbita correcta através de empurrões.

Ciência e Einstein

Até agora, a ESA estava dependente dos russos para colocar pequenas cargas no espaço, o que normalmente corresponde a satélites de observação da Terra. Estas pequenas cargas eram lançadas em mísseis nucleares que foram convertidos. Muitas vezes as equipas europeias tinham que esperar algum tempo pela janela de oportunidade de lançamento, atrasando as experiências e deixando o dinheiro de fora do círculo da ESA.

Mas a mudança começou nesta manhã. Vega já transportou vários satélites que vão fazer ciência. O Lares (Laser Relativity Satellite), desenvolvido pela Agência Espacial Italiana, de 400 quilos, vai observar o fenómeno derivado da teoria da relatividade Einstein e que se chama efeito de Lense-Thirring. Este efeito diz que a Terra, no seu movimento de rotação, arrasta consigo o tempo e o espaço à volta. O Lares foi colocado a 1450 quilómetros de altitude, 55 minutos depois do lançamento de Vega.

O outro grande satélite, AlmaSat-1, vai testar novas tecnologias terrestres. Os restantes aparelhos são pequenos cubos com um quilo, desenvolvidos por Universidades europeias para missões científicas independentes.

Veja um video do projecto “Vegaaqui

in Publico.pt (ver notícia original aqui )

Mais duas luas em Júpiter

•31 de Janeiro de 2012 • Deixe um Comentário

A União Astronómica Internacional (IAU) emitiu um boletim onde dava conta da descoberta de novos satélites no gigante gasoso, Júpiter.

Este planeta, que contava já com uma colecção de 65 satélites naturais, vê agora este número elevando para 67.

Veja aqui o telegrama enviado por Daniel Green, director da “Central Bureau for Astronomical Telegrams”

Se houve Vida em Marte, nós vamos saber…

•28 de Novembro de 2011 • 1 Comentário

Marte nunca viu nada como o Curiosity, o robô cientista que a NASA lançou às 15h02, numa viagem de 570 milhões de quilómetros. É o aparelho mais sofisticado alguma vez enviado para o planeta vermelho, com a missão de descobrir se alguma vez houve condições para a vida no vizinho da Terra.

“É verdadeiramente um robô excepcional, cuja capacidade ultrapassa largamento tudo já enviámos para outro planeta do sistema solar”, garantiu Colleen Hartman, directora adjunta das missões científicas da NASA. Agosto de 2012 é a data prevista para a sua chegada e será o primeiro aparelho de investigação enviado para Marte com uma missão relacionada com a busca de vida desde o programa Viking, nos anos 1970 – que teve resultados inconclusivos.

Mas, apesar disso, não vai procurar vida directamente. “Tudo o que sabemos sobre a vida e o que torna um ambiente habitável é específico da Terra”, disse a astrobióloga Pamela Conrad, do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA, responsável por esta missão da NASA. “As coisas em Marte terão sido uma função dos ingredientes iniciais que o planeta teve quando se formou, mas também dos processos que o afectaram.”

Por isso, o robô-cientista mais sofisticado que já alguma vez chegou à superfície do planeta de Marte vai procurar indícios indirectos de vida – sinais de que poderão ter existido condições para se desenvolverem seres vivos no quarto planeta a contar do Sol.

As experiências de SAM

Aparentemente, o Curiosity é igual ao Spirit e ao Opportunity, os robôs gémeos que chegaram ao planeta vermelho em 2004 – com uma missão de três meses que setransformou em sete anos de trabalho. Mas no Curiosity, que custou 2500 milhões de dólares (cerca de 1860 milhões de euros) e é a mais cara missão enviada a Marte, tudo é maior e mais ambicioso. Pesa 900 quilos e é do tamanho de um utilitário desportivo – aquilo a que os norte-americanos chamam um SUV.

Usa uma tecnologia superior à dos exploradores anteriores: por exemplo, as duas câmaras montadas no mastro que se ergue acima do corpo do “rover” funcionam como os seus olhos. Obterão imagens stereo de alta resolução e a cores, e sequências vídeo.

Este é o primeiro aparelho enviado para Marte que terá capacidade para perfurar – até cinco centímetros de profundidade – e recolher para análise amostras de pedras e solo. E consegue fazer algo que parece saído de um filme de ficção científica: dispara um laser até sete metros de distância e que é capaz de vaporizar rochas, para para determinar quais as moléculas de que são compostas.

As experiências feitas por um grupo de instrumentos conhecidos pela sigla SAM (a sigla em inglês de Análise de Amostras em Marte), que incluem um cromatógrafo de gás, um espectrómetro de massa e espectrómetro de laser, serão usados para tentar identificar compostos orgânicos – ou seja, moléculas com carbono. Esta será uma parte importante da sua missão.

“Não são sinais directos de vida”, disse John Grotzinger, líder da missão. Afinal, encontram-se moléculas orgânicas no espaço interestelar. “Podem existir sem haver vida, mas a vida tal como a conhecemos não pode existir sem elas, por isso a sua presença seria um importante factor para determinar a habitabilidade de Marte”, diz um comunicado de imprensa da NASA.

O Curiosity vai por isso procurar moléculas orgânicas e tentar perceber se serão de origem biológica ou não – podem vir em meteoritos, por exemplo -, medindo a relação entre diferentes isótopos de alguns elementos químicos. Isótopos são variantes com diferentes pesos atómicos de um elemento, como o carbono 12 e o carbono 13. Medir estes isótopos pode ajudar a esclarecer o mistério do metano em Marte.

Foram detectadas bolsas de metano em torno do equador, e este gás tem uma vida curta na atmosfera (cerca de um ano). Para ter uma presença duradoura, precisa de se ir renovando – e a sua origem é um mistério, embora a quantidade na atmosfera seja reduzida (10 partes por mil milhões, muito pouco se compararmos com as 1800 partes por mil milhões da Terra).

Vulcões activos não se conhecem. Fontes biológicas – vacas com aerofagia em Marte, bactérias que expelem metano? – também não. Mas as possibilidades, sejam elas geológicas ou biológicas, excitam os cientistas. Uma forma de começar a resolver o mistério será estudar a proporção de carbono 12 e carbono 13 em Marte, pois pelo menos na Terra os organismos que metabolizam metano preferem a forma mais leve de carbono. O Curiosity vai equipado para o estudar.

 

Veja o video da viagem do Rover Curiosity aquihttp://www.youtube.com/watch?v=P4boyXQuUIw

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2005 YU55 | Um Asteróide entre a Terra e a Lua

•8 de Novembro de 2011 • Deixe um Comentário

O asteróide 2005 YU55 vai rasar a Terra na próxima terça-feira à noite, às 23h28, dando uma oportunidade rara dos astrónomos poderem observar um destes corpos tão perto.

O YU55 mede 400 metros de diâmetro e foi descoberto em 2005. A rota do asteróide vai passar no ponto mais próximo da Terra, a apenas 325.000 quilómetros de distância, 0,85 da distância entre a Terra e a Lua. Os astrónomos que monitorizam a sua órbita garantem que não há qualquer risco de acertar nem na Terra, nem na Lua.

“Isto não é potencialmente perigoso, é apenas uma boa oportunidade para estudar um asteróide”, disse Thomas Statler, da Fundação Nacional de Ciência (FNC), Estados Unidos, citado pela AFP. A oportunidade é especial, desde 1976 que nenhum corpo passava tão perto da Terra e só em 2028 é que um fenómeno destes voltará a repetir-se.

Um asteróide com 400 metros seria capaz de causar uma devastação regional, mas em relação à órbita do YU55, um dos 1262 asteróides com mais de 150 metros de diâmetro que a NASA considera serem potencialmente perigosos, não haverá uma colisão pelo menos nos próximos 100 anos.

Segundo os modelos computacionais, o mais provável é que as rotas do planeta e do asteróide nunca colidam, mas a aproximação do objecto na noite de terça-feira, que vai ser observada por duas antenas de telescópios terrestres, irá dar mais informação sobre o futuro da sua trajectória.

(Clique na imagem para ver a trajectória do Asteróide)

Aliás, milhares de astrónomos de todo o mundo não vão perder a oportunidade de observar o fenómeno. “Não vai ser visível a olho nu. É necessário ter um telescópio com uma lente de pelo menos 15 centímetros para se ver algo”, disse Scott Fisher, director da divisão de Ciências Astronómicas da FNC, citado pela AFP. “Para tornar a observação ainda mais difícil, [o asteróide] vai mover-se muito rápido pelos céus.”

O YU55 faz uma rotação a cada 18 horas e é um asteróide do tipo C, ou seja, é rico em carbono. Terá um ar poroso e muito escuro. Segundo o que já foi observado, o asteróide está cheio de crateras.

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Chuva de Estrelas | Outubro | Dracónidas

•8 de Outubro de 2011 • Deixe um Comentário

Durante o dia 7, 8 e 9 de Outubro, ocorre a chuva de estrelas Dracónidas.

A maior intensidade estima-se que aconteça entre as 17h e as 22h e poderá ser contemplado a olho nu por todo país, e resto da Europa.

Como todas as chuvas de estrelas, este fenómeno deve-se ao facto de haver a intercepção da órbita terrestre com o rasto deixado pelo cometa Giacobini-Zinner. Os fragmentos incandescentes aparecerão de noroeste, vindos da constelação de Dragão, à qual devem o nome de dracónidas.

O melhor momento de visibilidade estará dependente da hora a que a terra esteja a atravessar a zona onde se encontram mais detritos deixados pelo cometa, nessa altura, podem ser visíveis até dez meteoros por minuto. No entanto, será sempre dificultada pela luminosidade lua cheia e obviamente, pela luz existente no local de observação. Ainda assim, resta sempre a possibilidade de se assistir ao espectáculo longe das grandes cidades, onde a poluição luminosa é menor.

O Cometa Giacobini-Zinner foi descoberto em 1900. Na sua aparição em 1946 passou a apenas 0,26 UA da Terra. Um fato interessante deste cometa é que seu brilho não é constante e apresenta súbitos aumentos na sua luminosidade. Na sua aparição de 1959 ocorreram tres aumentos de brilho. Este cometa ficou famoso pois é um dos poucos que pode produzir, se as condições forem favoráveis, chuvas de meteoros espectaculares.

A ele estão associadas as chuvas Draconidis, Draconidis de Outubro e Giacobinidis. Essas chuvas quase sempre são muito fracas entretanto, as dos anos 1933 e 1946 produziram vários milhares de meteoros no intervalo de no máximo uma hora. Em 1998 o cometa passou o mais próximo do Sol, a 1,034 UA. Nesse ano a chuva de meteoros Draconidis, reapareceu sendo vistos cerca de 100 neteoros por hora a olho nú e 500 por hora através de observações de radar.

Este fenómeno não é raro, pelo contrário…  As chuvas de estrelas acontecem ao longo de todo ano, no entanto, como a terra ao descrever a sua orbita à volta do sol vai percorrendo regiões do espaço diferentes, quando intersecta os detritos deixados pelos vários cometas dá origem a mais uma chuva de estrelas. Os nomes das chuvas de estrelas devem-se à região do céu de onde parecem surgir os raios luminosos (Radiante).

Segundo a agência Lusa, este acontecimento trará, à Europa, investigadores de todo o mundo, interessados em estudar, sobretudo, danos que os detritos possam causar nos satélites.

Saiba mais em: https://aia2009.wordpress.com/2009/01/21/chuva-de-estrelas-meteoros/

Satélite vai cair na Terra entre quinta e sábado

•20 de Setembro de 2011 • Deixe um Comentário

Um satélite da NASA vai cair na Terra entre quinta-feira e sábado. O aviso vem da Agência Espacial Norte Americana que está a monitorizar diariamente a aproximação da máquina não comandada de nome UARS, e ainda não sabe em que região do mundo vai cair. A probabilidade de alguém ser atingido e morrer devido à queda do UARS é de um em 3200, menor que 0,05 por cento.

O UARS, acrónimo para Upper Atmosphere Research Sattelite (Satélite de Investigação da Atmosfera Superior), pesa 5668 quilos e a NASA estima que há 26 peças que vão sobreviver à entrada na atmosfera que ao todo pesam 532 quilos. A peça mais pesada terá 158,3 quilos.

Os cientistas sabem que, devido à orbita onde o satélite se encontra, irá atingir uma região da Terra entre a latitude 57º Norte e 57º Sul, ou seja, todas as regiões habitadas do globo excepto o território a norte da latitude da Dinamarca. As 26 peças não vão cair todas na mesma região, a desintegração do satélite vai fazer com que elas se espalhem ao longo de 800 quilómetros.

Todos os dias a NASA vai actualizando a informação sobre a descida do satélite, a velocidade e o dia em que ele vai cair. Para já está previsto que seja a 23 de Setembro, na próxima sexta-feira, com um intervalo de mais ou menos um dia.

A NASA refere que desde o início da era espacial que máquinas maiores não comandadas já caíram na Terra e até agora não há registo de ninguém ferido ou morto por elas. Hoje, várias agências espaciais do mundo procuram construir satélites que reduzam o risco de vida humana durante a queda na Terra para um em 10.000.

O UARS foi lançado em 1991 para uma altitude de cerca de 575 quilómetros, onde esteve a medir a química da parte superior da atmosfera, e manteve as suas funções científicas até 2005. No final desse ano foi enviado para uma órbita mais inferior de cerca de 360 quilómetros de modo a acelerar a sua reentrada na Terra e evitar que se mantivesse muito tempo no espaço onde poderia colidir com outros satélites e multiplicar os pedaços de lixo espacial.

A NASA avisa ainda num comunicado para “não mexer, se encontrar algo que possa pensar ser uma peça do UARS” e para entrar em contacto com as autoridades locais e pedir ajuda.

in Publico.pt (ver notícia original aqui)