Descobertos 3 Saturnos e 2 Júpiteres

•10 de Agosto de 2011 • Deixe um Comentário

Uma equipa de astrónomos liderada por Xavier Dumusque da Universidade de Genebra, e que inclui o português Nuno Santos, publicou um artigo onde dá conta da descoberta de 5 novos planetas em torno de 4 estrelas de tipo solar: HD7199, HD7449, HD137388 e HD204941. Os dados relativos às estrelas hospedeiras podem ser vistos no quadro seguinte extraído do artigo e editado por forma a fazer sobressair, respectivamente, o tipo espectral das estrelas, a sua distância em parsecs (1 parsec = 3.26 anos-luz), o raio e a massa em unidades solares e a idade.

(Crédito: Dumusque et al.)

O quadro seguinte, também extraído do artigo, mostra a informação relativa aos planetas com destaque para, respectivamente, o período orbital, a massa (mínima) relativamente a Júpiter e o semi-eixo maior da órbita em unidades astronómicas.

(Crédito: Dumusque et al.)

De notar que três dos planetas têm massas semelhantes à de Saturno (0.3MJup, 95MTerra) e muito superior à de Neptuno (0.05MJup, 17MTerra). Os outros dois planetas, HD7449b e c, pertencem ao mesmo sistema e têm pelo menos 1 e 2 vezes a massa de Júpiter, respectivamente. Trata-se também de planetas com períodos longos, desde 330 dias (HD137388b) até 4046 dias (HD7449c). A órbita deste último planeta é ainda provisória como se pode observar pelo erro no seu período orbital pelo que os autores foram cautelosos e anunciaram apenas a descoberta de 4 planetas no artigo. Outra característica interessante destes planetas é a elevada excentricidade das suas órbitas (são elipses alongadas), como podem ver na figura seguinte. As órbitas da Terra, Marte, Júpiter e Saturno aparecem a cinza claro.

Normalmente os programas de detecção de planetas pela velocidade radial seguem “estrelas calmas”, com pouca actividade fotosférica. A actividade estelar, devida a manchas estelares, convecção superficial ou oscilações sismícas, introduz variações na velocidade radial (“ruído”) que pode facilmente mascarar variações devidas a um planeta. As estrelas em questão neste artigo são activas e portanto complicadas de observar. No entanto, Dumusque e os colegas determinaram que elas têm ciclos de actividade magnética semelhantes ao do Sol e que esta actividade está correlacionada de forma precisa com o “ruído” na velocidade radial. Desta forma foi corrigir as medições da velocidade radial da estrela por forma a minimizar o “ruído” devido à sua actividade, permitindo a detecção de sinais subtis devidos a planetas que de outra forma não seriam observados. Esta técnica é potencialmente poderosa pois poderá permitir a inclusão de estrelas mais activas nos actuais programas de observação ou a detecção de planetas de menos maciços mesmo em estrelas pouco activas.

Podem ver o artigo aqui.

Notícia de Luís Lopes retirada de AstroPT.

Juno a caminho do Gigante Vermelho

•6 de Agosto de 2011 • Deixe um Comentário

A Juno partiu ontem (sexta-feira) pelas 17h45 após adiada por várias vezes durante o dia.
Esta sonda vai estudar o planeta Júpiter, a sua atmosfera e magnetosfera.
O lançamento estava previsto para as 16h34 mas foi adiado várias vezes devido a um problema técnico no equipamento de apoio ao foguetão. A viagem de Juno vai ser feita com ajuda dos painéis solares que dão um aspecto de ventoinha à sonda e que vão aproveitar a energia do Sol. A missão custou 1,1 mil milhões de dólares (777 milhões de euros), se tudo correr bem prevê-se que a chegada a Júpiter seja em Julho de 2016.

Quando chegar ao planeta, a nave vai dar 33 voltas que serão elípticas, passam junto dos dois pólos, ficam afastadas da região central para evitar a forte magnetosfera de Júpiter e vão cobrir toda a superfície do planeta.

Um dos objectivos de Juno é medir a quantidade de água que existe no astro através de um detector de micro-ondas. Júpiter reteve uma grande parte do material do Sistema Solar que não foi utilizado na formação do Sol. E uma análise da água do planeta – cujas moléculas contêm oxigénio – poderá revelar onde é que estava este gás no início do Sistema Solar e como é que a formação dos oito planetas foi condicionada pelos ingredientes que existiam em cada região.

Os dois magnetómetros da sonda vão medir as partículas que geram a magnetosfera do planeta e vão ao mesmo tempo observar as auroras boreais que se formam nos pólos.

Juno leva consigo uma placa em memória de Galileu Galilei. No compartimento de propulsão foi colocada uma pequena placa com a figura do astrónomo que identificou as quatro maiores luas de Júpiter: Io, Europa, Ganímedes e Calisto. O cientista descobriu os satélites em 1610. A placa de 7,1 por 5,1 centímetros construída pela Agência Espacial Italiana tem ainda um excerto do texto escrito por Galileu sobre esta descoberta.

O astrónomo italiano faz ainda parte da “tripulação” de três figuras da Lego que a sonda carrega. Os bonecos de quatro centímetros representam a deusa Juno, o deus Júpiter e Galileu Galilei. A ideia faz parte de um programa educacional projectado entre a NASA e a empresa Lego.

Quando terminar a sua última órbita, a sonda vai entrar na atmosfera de Júpiter e colidir.

 

Notícia in jornal Público: www.publico.pt

Auroras Boreais e Austrais de novo na Terra

•4 de Agosto de 2011 • Deixe um Comentário

Parece que finalmente estamos a começar a ter as primeiras consequências do aumento da actividade solar.

Curiosamente, nas datas em que estive a fazer observações solares publicas, no âmbito do programa “Astronomia no Verão” da FISUA, estavam bem visíveis  alguns grupos de manchas solares. Coisa rara nos últimos anos…

 

 

Aliado a este fenómeno, encontra-se também a criação das chamadas “solar flare” que enviam partículas carregadas para o espaço e que devido ao campo magnético da Terra, estas são “capturadas” quer no pólo Norte como no pólo Sul dando origem, respectivamente, às Aurorais Boreais e às Auroras Austrais.

 

 

 

A tempestade solar registada a 3 de Agosto de 2011 é de classe M6 e hoje mesmo (4 de Agosto) já se registou outra tempestade de M9,3 na escala de Richter para Flare’s solares. Prevê-se que amanhã já será possível observar algumas Auroras no nosso planeta. Se virem “fogo” ou um manto de luzes no céu, não se assustem e contemplem o espectáculo.

Saiba mais sobre este fenómeno em:

1) http://www.universetoday.com/87928/solar-storm-heading-our-way/

2) http://spaceweather.com/archive.php?view=1&day=04&month=08&year=2011

3) http://www.swpc.noaa.gov/index.html

Para acompanhar a actividade solar com informação sempre actualizada, visite o site: http://sohowww.nascom.nasa.gov/

4ª Lua em Plutão

•20 de Julho de 2011 • Deixe um Comentário

Astrónomos americanos descobriram uma nova lua a orbitar Plutão! Já se descobriram 4 luas em Plutão. A nova lua foi provisoriamente designada S/2011 P1 e tem um diâmetro estimado de 13 a 34 km.

Mesmo depois de despromovido da condição de planeta, passando a chamar-se planeta-anão, Plutão continua a surpreender os cientistas.

Graças ao telescópio espacial Hubble, os astrónomos descobriram mais uma lua em Plutão, a quarta.

Esta Lua foi denominada temporariamente por S/2011 P1, este novo corpo celeste nos confins gelados do sistema solar vem juntar-se às outras três luas já conhecidas na órbita de Plutão: Charon, Hydra e Nix.

Esta é a Lua mais pequena das quatro, com um diâmetro para já estimado entre os os 13 e os 34 quilómetros. Charon, a maior das quatro, tem mil quilómetros de diâmetro. Já Nix e Hydra têm respectivamente 32 e 113 quilómetros de diâmetro.

A descoberta foi feita pelo telescópio Hubble, durante observações realizadas no início deste mês, no âmbito de um programa de observação sistemática daquele longínquo planeta-anão que está a preparar a missão da NASA New Horizons, com viagem marcada para já em 2015.

“É uma descoberta fantástica”, disse o principal investigador da missão New Horizons, Alan Stern, citado num comunicado da NASA. “Agora que sabemos que há uma nova lua no sistema de Plutão poderemos planear voos específicos para fazer ali observações”, sublinhou o mesmo investigador.

A nova lua está situada entre as órbitas de Nix e Hydra, duas luas cuja descoberta também foi feita pelo Hubble, em 2005. Charon já era conhecida desde 1978.

Notícia adaptada de www.dn.pt

O ultimo voo tripulado da NASA em vaivéns…

•9 de Julho de 2011 • Deixe um Comentário

O Atlantis  já está no espaço à mais de 25horas e a sua ultima missão (sts-135) está a correr dentro da normalidade. Deverá chegar amanhã à estação espacial internacional (ISS).

Estiveram a assistir ao lançamento do ultimo vaivém cerca de 1 milhão de pessoas.

Este vaivém vai permanecer no espaço por mais 12 dias e além dos seus tripulantes (que pode ver aqui), leva também um equipamento bem conhecido de todos, dois iphone’s (ver aqui). Estes aparelhos vão estar a fazer testes de detenção de radiação, localização e altitude.

A bordo seguiram também mais de 3,7 toneladas de alimentos, suficientes para manter uma equipa de astronautas durante 1 ano na ISS, entre outros equipamentos e peças para a manutenção da ISS.

Durante os próximos 10 ou 15 anos, a NASA não terá qualquer veiculo espacial para colocar em órbita astronautas de forma independente. A única forma de chegarem à ISS, os astronautas americanos têm de pagar cerca de 40 milhões de euros por um lugar a bordo das cápsulas russas Soiuz.

Pode assistir aqui à explicação do astrónomo do FISUA, José Augusto Matos na RTP

(Link: http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Ultima-missao-dos-vaivem-espaciais-norte-americanos.rtp&headline=20&visual=9&article=459076&tm=7)

Para saber mais sobre esta missão (STS – 135) visite este link: http://www.nasa.gov/mission_pages/shuttle/main/index.html

Descarregue aqui o poster da ultima missão dos Vaivéns americanosaquihttp://www.nasa.gov/mission_pages/shuttle/behindscenes/whatsgoingup135.html

Pode descarregar aqui o Press Kit da missão STS-135: http://www.nasa.gov/pdf/566071main_135_press_kit2.pdf

Para conhecer um pouco mais sobre os vaivéns espaciais da NASA, que terminam agora uma era na história da Exploração Espacial, consulte este link: http://www.nasa.gov/externalflash/the_shuttle

Countdown para o último voo dos vaivéns da NASA

•4 de Julho de 2011 • Deixe um Comentário

 

Apertem os cintos, o último voo dos vaivéns da NASA está marcado para 8 de Julho. O Atlantis vai realizar a sua missão de 12 dias até à Estação Espacial Internacional (ISS) e fechar assim um ciclo de 30 anos.

 

A data foi marcada nesta quarta-feira pela Agência Espacial Norte Americana. Vai ser a 135ª missão dos vaivéns e a 33ª do Atlantis, que sairá da base espacial Kennedy, na Florida, às 16h26 (hora de Lisboa), a 8 de Julho. Estima-se que a missão atraia 750.000 pessoas ao local.

Depois da viagem a nave vai ser reformada, como aconteceu com os vaivéns Discovery e Endeavour. O final do programa vai poupar à NASA 40 mil milhões de dólares por ano (27,72 mil milhões de euros).

O Atlantis ficará acoplado à estação durante oito dias, vai reabastecer os armazéns da ISS com 3,5 toneladas de material, o que inclui um ano de alimentos. Esta quantidade impressionante de bens alimentares é um balão de ar para a NASA, que espera vir a poder contar com viagens feitas por máquinas construídas por empresas espaciais privadas.

Até lá, a agência vai ter que pagar à Roscosmos, a Agência Espacial Russa, para levar os astronautas norte-americanos nas cápsulas Soyuz até à ISS. Cinquenta milhões de dólares (34,63 milhões de euros) é o custo de cada viagem.

“Este voo é incrivelmente importante para a estação espacial. A carga que vai para cima é realmente necessária”, disse em comunicado o chefe do voo da NASA, Bill Gerstenmaier.

A tripulação deste último voo, composta pelo comandante Chris Ferguson, o piloto Doug Hurley, e os especialistas Sandy Magnus e Rex Walheim, é mais pequena do que o normal. A medida foi pensada para o caso de haver problemas com o vaivém. Se o Atlantis não puder trazer os astronautas de volta para a Terra, a NASA não têm um vaivém suplente de resgate. Neste cenário, os viajantes terão que voltar numa nave russa, que acomoda menos pessoas.

Na NASA, vivem-se as últimas semanas de uma história que começou em 1972, quando o Presidente Nixon deu luz verde para a construção da frota. A 12 de Abril de 1981 foi lançado pela primeira vez o vaivém Columbia. Depois, foi a vez do Challenger, Discovery, Endeavour e, finalmente, o Atlantis.

Durante os 30 anos de viagens a frota viu-se encolhida primeiro pelo desastre do Challenger em 1986, durante o lançamento da nave e anos mais tarde pela desintegração do Columbia durante a entrada na atmosfera. Nenhum astronauta saiu vivo das missões que se tornaram em dois momentos trágicos para a NASA.

“Não acho que a magnitude deste momento se vá abater sobre nós antes de as rodas [do vaivém] pararem na pista de aterragem”, disse Ferguson, citado pela BBC News. “Acho que não existem palavras capazes de capturar o quanto os últimos 30 anos do programa de vaivéns significam para todos os trabalhadores e para a tripulação.”

Quando chegar, o Atlantis vai ser reformado e ficará em exposição na Base Espacial Kennedy.

in Público.pt  (ver notícia original aqui)

Primeiro dia de Verão | 21 de Junho

•21 de Junho de 2011 • Deixe um Comentário

Hoje é o dia mais longo do ano – data em que se assinala o Solstício de Verão e o início do Verão.

Na astronomia, o solstício é o momento em que o Sol, durante o seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador.

Este acontecimento ocorre duas vezes por ano: em Dezembro e em Junho.

Das 11h00 às 14h00, vem construir o teu próprio relógio e descobrir como é possível medir a passagem do tempo pela observação da posição do Sol no Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, no Parque das Nações, em Lisboa.

A partir das 14h30, terá lugar a entrega dos prémios Astronomia Artística, promovidos pela Sociedade Portuguesa de Astronomia para celebrar o Ano Internacional da Astronomia. Foram recebidos trabalhos de 1300 alunos do 1.º Ciclo ao Ensino Secundário. Entre os vencedores encontram-se projectos nas áreas das Artes Plásticas, Multimédia, Conto e Música.

O verão começa às 18 horas e 16 minutos com muito calor. As temperaturas em Portugal hoje devem variar entre os 22 e os 30 graus Celsius de acordo com o Instituto de Meteorologia.

Notícia publicada na Visão Júnior: http://aeiou.visao.pt/hoje-e-o-primeiro-dia-de-verao=f608808